O artigo “Desemprego estrutural: revisitando Marx e Keynes”, de Pedro Henrique Evangelista Duarte, retoma duas tradições centrais do pensamento econômico para analisar por que o desemprego pode deixar de ser um fenômeno passageiro e assumir caráter duradouro nas sociedades capitalistas. O texto parte do conceito de desemprego estrutural para examinar como diferentes interpretações explicam a dinâmica do emprego e suas crises recorrentes.
Ao revisitar as contribuições de Karl Marx e John Maynard Keynes, o autor destaca como mudanças tecnológicas, transformações produtivas e decisões de política econômica influenciam a geração e a distribuição de postos de trabalho. A análise evidencia que o desemprego não decorre apenas de oscilações conjunturais, mas também de características estruturais do próprio funcionamento do capitalismo.
O estudo amplia o debate ao incorporar temas como instabilidade ocupacional, precarização e limites do crescimento econômico como solução automática para o problema do emprego. Ao fazer esse percurso teórico, o artigo contribui para qualificar a discussão sobre políticas públicas voltadas à geração de trabalho e à redução das desigualdades.
O artigo integra a série publicada em parceria entre o Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) e a Fundação Friedrich Ebert Stiftung.