Autor:
Samuel Nogueira Costa
(Doutor em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de Brasília – UnB)
Resumo:
Debater a redução da jornada, sem redução de salário, intentando reconstruir as regulações que tratam dos tempos de trabalho, jornadas excepcionais, intervalos, deslocamentos e folgas é condição indispensável. Somente assim será possível eliminar, de uma vez por todas, as formas precarizantes de flexibilização que assolam e aviltam a vida de milhões de trabalhadores. Nesse artigo, busca-se destrinçar, ainda que preliminarmente, os argumentos que sustentam a redução da jornada de trabalho (fim da escala 6 x 1). A experiência histórica recente demonstra que há uma forte convergência entre a redução da jornada de trabalho e o aumento da produtividade, aliada à saúde e ao bem-estar dos trabalhadores.
Palavras-chave:
Redução da Jornada de Trabalho. Saúde do Trabalhador. Precarização do Trabalho. Flexibilização.