Diante das últimas crises financeiras globais, os ratings divulgados pelas agências reguladoras, ganharam destaque no mercado financeiro, principalmente por questões regulatórias impostas por mecanismos oficiais no que diz respeito à utilização dos mesmos para gerenciamento do risco de crédito nas organizações. Entretanto, existem indicadores econômicos financeiros que podem ser obtidos nos demonstrativos financeiros das empresas que também informam os mais variados tipos de riscos que a empresa está exposta. Logo, observa-se uma lacuna de pesquisa entre os resultados dos ratings divulgados pelas agências reguladoras e a percepção de risco deixado pelas empresas por meio de seus indicadores contábeis e de mercado.
A metodologia proposta é descritiva, quantitativa, caracterizada por uma investigação ex post facto. A análise será de 2010 a 2019 para empresas brasileiras não financeiras, com dados trimestrais, sendo esse período adotado em razão do início da obrigatoriedade das normas internacionais de contabilidade no Brasil, de acordo com o International Financial Reporting Standards (IFRS). O modelagem utilizada será por meio do modelo logit ordenado em painel para a classificação do rating e também para a mudança de rating, como variável dependente e as demais contábeis e de mercado como independentes. Espera-se que essa pesquisa possa contribuir para o aprimoramento da regulamentação com os indicadores para gestão de riscos das organizações. E também, que o modelo gerado possa servir para as empresas que não são classificadas pelas agências reguladoras e que possam ter uma medida de risco por meio de suas variáveis financeiras e de mercado. (AU)
Pesquisadores CEA
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