A História, enquanto área do saber, é hostil à excessiva fragmentação e especialização do conhecimento que tem tomado conta da Universidade nos últimos tempos, característica que contribui para afastá-la das grandes questões sociais que marcam a nossa época. No entanto, exatamente por conta do seu caráter generalista, a História é capaz de acolher pesquisadores das mais variadas áreas do conhecimento sem descaracterizar as peculiaridades da sua origem, respeitando suas inclinações teóricas e ideológicas. A diversidade e a pluralidade, contudo, encontra no tipo de reflexão e prática acadêmica encorajado no Núcleo de História Econômica (NIHE) da Unicamp um traço aglutinador: a tendência à busca da totalidade e a ênfase no concreto, que vai na contramão do empirismo abstrato, tão comum às análises retrospectivas dos cientistas sociais que insistem na especialização e aos historiadores que, também adeptos da fragmentação, convertem o passado em um mero santuário de arquivos, fontes e idiossincrasias.
O NIHE desenvolve pesquisas nos campos da Formação Econômica do Brasil, da Economia Política do Desenvolvimento Capitalista no Brasil, do Imperialismo, Capital Financeiro e Exportação de Capital e da História do Pensamento Econômico.
Destacam-se os seguintes temas específicos:
O tema das expressões materiais da cultura e as estratificações sociais dadas pela dinâmica do consumo no processo de formação do capitalismo em geral, brasileiro, em particular.
O debate econômico no processo de Independência e de consolidação do Estado no Brasil, o estudo da historiografia e, em particular, da história do pensamento econômico nos séculos XIX e XX.
No campo das Interpretações do Brasil, a problemática da questão nacional, das heranças históricas do passado colonial e escravista, da especificidade do capitalismo brasileiro e da industrialização brasileira.
O debate sobre o Imperialismo e suas atualizações.