Nesta semana foi lançado o livro State Capacities and Development in Emerging Countries, organizado pelos membros do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT / PPED).
A obra compila uma série de artigos relatando pesquisas realizadas por meio de parcerias acadêmicas cujo principal objetivo da foi analisar o estado capacidades de desenvolvimento socioeconômico do Brasil por meio de uma comparação com outras economias de renda média em estágios semelhantes de desenvolvimento. As contribuições deste livro lançam luz sobre a importância da agenda de desenvolvimento, capacidade de gestão e, em particular, do papel de atores estratégicos e arranjos institucionais na definição de objetivos nacionais. Assim, confronta o velho dilema das ciências sociais entre entidade e estrutura. Em termos de análise das políticas de desenvolvimento, representa um esforço para estudar o Estado como aparelho administrativo e governado por diversos interesses sociais antagônicos. Em última análise, é uma questão de compreender as condições sob as quais o Estado se engaja nos esforços de desenvolvimento, que devem ser entendido como um processo político, ao invés de administrativo.

O capítulo 4 – State Capabilities and Limits to Innovation Funding Policy in Brazil, de autoria dos professores Antônio Márcio Buainain (IE/UNICAMP), Solange Corder (IGE/UNICAMP) e Maria Beatriz Machado Bonacelli (IGE/UNICAMP), aborda as políticas de inovação por um diferente ponto de vista: visa revisar a evolução do financiamento da inovação e apontar fatores dentro do sistema que reduzem sua eficácia. O artigo analisa a trajetória da política brasileira de ciência e tecnologia dos últimos 20 anos, enfocando em diferentes iniciativas estratégicas, como os fundos setoriais e a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).