O projeto integração cerrado faz uma avaliação sobre os efeitos das obras de infraestrutura rodoferroviária na integração regional.
A primeira questão, de caráter metodológico, é pensar a natureza dos objetos de pesquisa, o que implica em considerar a função das redes na produção do território. Estamos tratando de dois conjuntos de redes (rodoviária e ferroviária) que tem, historicamente, naturezas distintas, assim como impactos distintos no território. A proposta é compreender essas redes a partir da relação entre Integração Nacional e Fragmentação regional. Por integração nacional estamos admitindo que a instalação dessas redes, como suportes técnicos, atende demandas do mercado nacional, o que pode ser comprovado pela ampliação das trocas regionais. Um exemplo claro é que as redes rodoviárias com variações longitudinal e latitudinal, a partir da década de 1950, tiveram como propósito articular a economia nacional e favorecer a incorporação da fronteira agrícola do cerrado. O mesmo raciocínio serve para a malha ferroviária, que integrou, progressivamente, o sul goiano ao sudeste do país. Esse argumento vale tanto para compreender a formação do território como para compreender seu atual funcionamento. Por fragmentação regional, estamos admitindo que a instalação dessas redes provocaram inúmeras transformações no território e que não podem ser compreendidas, apenas, com o aumento da fluidez. Essas mudanças podem ser entendidas de diversos modos, a exemplo da fragmentação municipal, da fragmentação dos espaços rurais e, fundamentalmente, da morfologia urbana e das funções urbanas, motivo pelo qual a construção de uma tipologia dos centros urbanos será necessária.
Pesquisadores CEDE


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