Conteúdo principal Menu principal Rodapé
Observatório da Economia Global

A quarta dimensão: os derivativos em um capitalismo com dominância financeira

Esse artigo tem como objetivo colocar em discussão o papel dos derivativos na dinâmica capitalista contemporânea. Sugerese uma construção analítica a partir de uma leitura de Marx, onde se apresentam quatro dimensões do desenvolvimento do modo de produção capitalista. O objetivo dessa construção é destacar o mercado de derivativos como um desdobramento do capital fictício e como uma esfera particular da acumulação financeira: a quarta dimensão. A forma de acumulação proporcionada nessa esfera diferenciase das outras formas de capital financeiro uma vez que os derivativos não negociam a propriedade em si, mas as variações patrimoniais. Argumentase que o mercado de derivativo atua sobre dinâmica de preços dos ativos e condiciona a acumulação capitalista à formação dos preços futuros nesses mercados. Dessa forma, propõese que os derivativos não são apenas coadjuvantes no processo de acumulação financeira, mas desempenham um papel central que condiciona a dinâmica de todo esse processo.

10 jan 25

O Brasil Frente à Crise Global

CARNEIRO, R. M.. O Brasil Frente à Crise Global. Interesse Nacional, v. 5, p. 20-30, 2009.

10 jan 25

Desafios do Desenvolvimento Brasileiro

CARNEIRO, R. M.. Desafios do Desenvolvimento Brasileiro. In: Ricardo Carneiro, Milko Matjascic. (Org.). Desafios do Desenvolvimento Brasileiro. Brasília: IPEA, 2011, v. , p. 15-28

10 jan 25

Financial governance in Brazil 1998-2010: an overview

CARNEIRO, R. M.. Financial governance in Brazil 1998-2010: an overview. Revista de Economia Política (Impresso), v. 31, p. 863-873, 2011.

10 jan 25

Velhos e novos desenvolvimentismos

CARNEIRO, R. M. Velhos e novos desenvolvimentismos. Economia e Sociedade (UNICAMP. Impresso), v. 21, p. 749-778, 2012.

08 jan 25

The Fourth Dimension: Derivatives and Financial Dominance

DE MEDEIROS CARNEIRO, R. ; ROSSI, P.; SANTOS MELLO, G. ; VINICIUS CHILIATTO-LEITE, M. . The Fourth Dimension: Derivatives and Financial Dominance. The Review of Radical Political Economics, v. 47, p. 641-662, 2015.

06 nov 24

A supremacia dos mercados e a política econômica do governo Lula

A avaliação da política econômica posta em prática no governo Lula requer a explicitação de alguns pressupostos subjacentes à esta apreciação. Desde logo, é preciso alertar que a dinâmica da economia brasileira não pode ser compreendida apenas como o resultado da interação entre as políticas econômicas. Mesmo considerando-as nas suas várias dimensões – a macroeconômica e a de desenvolvimento – é necessário explicitar a sua articulação com as variáveis estruturais, produtivas e financeiras, tomando-as como pano de fundo e condicionante.

05 jun 12

The Brazilian experience in managing interest exchange rate nexus

The interest-exchange rate nexus has been the paramount determinant of the course of the exchange rate in contemporary Brazil through the operation of carry trade which has different forms, all related to the interest rate differential. To explain how this works in Brazil and how the Government has been dealing with it through the exchange rate policy this paper addresses four main questions: firstly, it discusses some theoretical background related to the interest-exchange rate nexus; secondly, it makes an attempt to explain why the interest rate in Brazil is so high, examining briefly the main explanations for it; thirdly it describes the Brazil’s foreign exchange markets, their size and hierarchy; lastly it explains the carry trade dynamics in different foreign exchange markets and also the government policies envisioned to curb it. In the final remarks, some recommendations to improve the foreign exchange market regulation are made.

05 jan 12

Commodities, choques externos e crescimento: reflexões sobre a América Latina

A elevação de preços das commodities, cuja duração alcança quase uma década, tem levado muitos economistas a rever as suas concepções a respeito das possibilidades de desenvolvimento das economias especializadas na sua produção. Até o início dos 2000, não era incomum mesmo em searas ortodoxas, as referências à deterioração dos termos de intercâmbio como fator impeditivo do desenvolvimento e mesmo, alusões ao caráter paradoxal da benesse da abundância dos recursos naturais como geradora de seu contrario; a maldição.

05 ago 10

Desenvolvimento brasileiro pós-crise

Nos cinco anos que vão de 2004 a 2008, o Brasil exibiu fortes indícios de ter superado o longo período de baixo dinamismo econômico, que se iniciou com a crise da dívida nos anos 1980 e permaneceu durante toda a era da dominância das políticas de corte liberal até meados dos anos 2000. Nesse quadro, de maior dinamismo doméstico, e cenário internacional benigno, sobreveio a crise financeira global, reconhecidamente a mais intensa e relevante desde a Grande Depressão.

Ir para o topo