Autores:
Natalia Cindra
(Professora substituta do Departamento de Sociologia da UFRJ e Doutora em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ – PPGSA-UFRJ)
Tiago Magaldi
(Professor substituto do Departamento de Sociologia da UFRJ e pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ – PPGSA-UFRJ)
Resumo:
O longo processo de desregulamentação do trabalho se apresenta de forma particularmente aguda entre comerciários inseridos na escala 6×1 e trabalhadores plataformizados, impactando diretamente a perspectiva de futuro dos jovens trabalhadores. Diante disso, o artigo compara o perfil e as mobilizações críticas dessas duas categorias, partindo de casos na cidade do Rio de Janeiro. Com forte perfil de juventude e inseridos em longas jornadas, a análise comparativa aponta para o comum nas críticas elaboradas — o desejo de reapropriação do próprio tempo — e para o diferente — a reivindicação da redução da jornada, no caso dos comerciários, e a da porosidade, no dos entregadores.
Palavras-chave:
Comerciários. Entregadores de Plataforma. Jornada de Trabalho. Juventude. Vida Além do Trabalho.