Este projeto pretende investigar as implicações do contexto econômico contemporâneo para a definição de políticas macroeconômicas e de desenvolvimento, particularmente sob as condições vigentes na economia brasileira, que serão objeto de comparação com aquelas de outros países periféricos, latino-americanos e asiáticos.
Este projeto pretende investigar as implicações do contexto econômico contemporâneo para a definição de políticas macroeconômicas e de desenvolvimento, particularmente sob as condições vigentes na economia brasileira, que serão objeto de comparação com aquelas de outros países periféricos, latino-americanos e asiáticos. Motiva esse esforço a constatação de que, no cenário pós-Bretton Woods – marcado pelo predomínio dos regimes de câmbio flexível nas principais economias, pela desregulamentação financeira e pela mobilidade do capital – aprofundam-se assimetrias importantes entre os próprios países periféricos. Crescimento baixo e instável caracteriza, de forma praticamente geral, a performance latino-americana e brasileira, enquanto que, na chamada Ásia dinâmica, o crescimento é suficientemente acelerado para promover a tão almejada convergência rumo a níveis de renda per capita característicos dos países centrais; os quatro primeiros NICs asiáticos incorporam-se ao mundo desenvolvido (onde, de resto, persiste a assimetria entre o vigor da economia norte-americana e a morosidade européia e japonesa) e a China agiganta-se, contribuindo para determinar, na região, um ritmo de crescimento muito superior ao observado no resto da periferia. O projeto parte das hipóteses de que (a) As economias periféricas têm como características históricas centrais o atraso produtivo (aferido por centralização do capital e escalas relativamente baixas, bem como pela inCapacidade de geração de progresso técnico) e a inconversibilidade monetária (entendida como a ausência de curso internacional das moedas por elas emitidas). (b) Cabe às políticas macroeconômicas e de desenvolvimento um papel fundamental para contornar as restrições derivadas da inconversibilidade monetária e promover a constituição de um parque produtivo que permita uma inserção externa robusta e dê suporte a um processo sustentado de crescimento.
Ano: 2006 – 2009
Financiamento: FAPESP
Pesquisadores
Coordenação geral
Pesquisadores

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