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CERI - Centro de Estudos de Relações Econômicas Internacionais

Sistemas de proteção social são mecanismos criados pela sociedade tendo em vista proteger seus
membros contra aquilo que pode limitar a sua capacidade de atender as suas necessidades
fundamentais. Esses arranjos variam em função do papel do Estado relativamente às demais
formas de provisão, o qual depende do perfil das políticas públicas, em geral, e das políticas
econômica e social, em particular. O objetivo desse artigo é analisar o perfil dos sistemas de
proteção social do Brasil e dos países da Europa Meridional e, mais especificamente, da Espanha,
da Itália, da Grécia e de Portugal, bem como seu impacto sobre as condições de vida
prevalecentes em cada um deles. Argumenta-se que Brasil e os países mediterrâneos apresentam
um modelo de sistema de proteção social muito semelhante e que o processo de sofisticação desse
arranjo institucional foi possível apenas em razão de circunstâncias históricas excepcionais, haja
vista o elevado grau de heterogeneidade de suas sociedades. Contudo, embora possuam um
modelo se sistema de proteção social muito semelhante, a condição de subdesenvolvimento
prevalecente no Brasil explica os melhores resultados das políticas públicas adotadas nos países
mediterrâneos em termos de condições de vida prevalecentes em cada um deles, embora esses
países também não sejam plenamente capazes de garantir a proteção dos indivíduos e de sua
dignidade contra os assaltos impostos pela lógica de funcionamento do capitalismo
contemporâneo.

O texto na íntegra está disponível aqui.

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